Angelica Brunatto
Tubarão
 
Desde o encerramento da greve dos professores da rede estadual de ensino, no início deste mês, governo e Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) negociam. Diversos encontros foram realizados para que um consenso seja encontrado.
 
 O principal pedido dos professores era a definição dos calendário especial para a reposição das aulas e que não haja desconto das faltas dos grevistas nas folhas de pagamento. Agora, a categoria já pode respirar aliviada, pelo menos quanto a uma das reivindicações.
 
Por causa desta insistência, a secretaria de educação do estado mudou a posição inicial. O ofício que autoriza as escolas a definirem os seus próprios calendários foi enviado para as gerências de educação.
 
As escolas devem garantir aos alunos os 200 dias letivos previstos no calendário escolar e 800 horas devem ser respostas. Segundo a norma da secretaria, as reposições deverão ser discutidas com a comunidade, de acordo com a necessidade da escola. Para os representantes do sindicato, a autonomia das unidades educacionais foi garantida pelo estado.
 
Mas, quanto às discussões sobre o reajuste do piso e a descompactação da tabela do plano de carreira do magistério, ainda não há definições. O Sinte já apresentou uma proposta ao governo, com as diretrizes e o modelo de tabela, aprovadas pela categoria na assembleia estadual de Lages, no ano passado. Uma nova reunião está marcada para hoje. O sindicato espera que haja propostas do estado para que as negociações avancem ainda mais.