Ao menos dez pessoas foram encontradas mortas após o rompimento de uma barragem da mineradora Vale, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, nesta sexta-feira (25). A primeira vítima identificada é a médica Marcelle Porto Cangussu, que trabalhava na Vale há 5 anos.

Segundo boletim das forças integradas de segurança, formadas por Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Defesa Civil divulgado na tarde deste sábado (26), 299 pessoas permanecem desaparecidas, e mais 46 foram encontradas e encaminhadas para unidades de saúde. Cerca de 60 pessoas ainda aguardam resgate, mas estão em área sem eletricidade, nem sinal de telefonia e internet.

O presidente da Vale, Fabio Schvarstman, disse estar “consternado” com o rompimento da barragem da mineradora e afirmou que não conhece as causas da tragédia nem sua dimensão exata.

Um gabinete de crise da tragédia em Brumadinho está sendo estruturado na Faculdade Asa, que fica a pouco mais de seis quilômetros do local do acidente. 

Em entrevista a uma rádio de Brumadinho, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o rompimento da barragem da cidade poderia ser evitado.