Brasília (DF)

Irritados com o excesso de medidas provisórias na pauta do senado, parlamentares da oposição partiram para o ataque, ontem, contra o presidente da casa, Garibaldi Alves (PMDB-RN). O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) chegou a afirmar que Garibaldi é o “coveiro do moribundo do senado” quando decide colocar em votação as MPs editadas pelo governo. “Está na hora de vossa excelência parar de falar no jornal e reagir. Se vossa excelência continuar a falar pelos jornais e não fizer nada de concreto, estará sendo coveiro deste moribundo senado”, disparou Tasso.

O tucano afirmou que ficou “irritado” ao receber um telegrama da presidência do senado com a convocação para retornar a Brasília para as votações, mas acabou se deparando apenas com MPs na pauta da casa. No total, cinco MPs trancam a pauta de votações do senado esta semana. “Para que é que nos envia telegrama para virmos para cá para fazermos o papel de palhaço, que estamos fazendo aqui? É por causa disso que o senado está moribundo, e se não tomarmos uma providência, nós acabaremos é enterrando o senado federal”, brandou Tasso.

O discurso foi o suficiente para aguçar ainda mais o descontentamento generalizado com a quantidade, considerada absurda pela maioria da casa, de MPs na fila de votação. O discurso apimentado dos tucanos tem um motivo: eles ficaram irritados com entrevista concedida por Garibaldi na qual o senador afirma que o senado está “moribundo” e em “extrema-unção” diante da paralisia dos seus trabalhos.