Bertoldo Weber
Braço do Norte

Apesar de haver um grande número de furtos e assaltos a mão armada no Vale, devido ao baixo número de efetivos da Polícia Militar, as estatísticas só não são piores por ter empresas especializadas em segurança e profissionais contratados para efetuarem rondas, principalmente à noite. A questão foi levantada pelo empresário Melito Schlickmann durante a audiência pública sobre segurança, em São Ludgero, em julho.

Uma das empresas de vigilância com credibilidade no Vale é Prolincon Vigilância, que presta atendimento 24 horas há sete na região.
O gerente administrativo, Alexandre Jung, diz que o aumento da procura por empresas deste segmento é por causa da maior conscientização. “De um ano para cá, as pessoas se dão conta que é mais válido trabalhar com prevenção. Aí entra nossa empresa, evitando uma situação negativa futura”, ressalta.

Atualmente, 30 vigilantes são contratados pela empresa para prestar atendimento. Só no segmento em eletrônica são 300 clientes. Junho e julho, normalmente, são meses de baixa, porém, em virtude de uma grande procura, a média de clientes foi mantida. “As polícias Civil e Militar dão apoio no trabalho de segurança”, reforça.

Durante a audiência pública sobre segurança, Melito registrou ao secretário estadual da pasta, Ronaldo Benedett (PMDB), que a segurança envolve não só polícia, mas toda a comunidade. Pela falta de efetivo policial nas ruas, os problemas só não são maiores pelo fato de as pessoas adotarem medidas alternativas, como a contratação de empresa de vigilância ou vigias noturnos. “São Ludgero e região precisam de mais policiais nas ruas”, concluiu.

Sobre os vigias noturnos, alguns têm certo conhecimento na área, outros nem tanto. Cada um usa uma estratégia diferente. Alguns fazem ronda de motocicleta e usam apito. Outros usam bicletas ou realizam o trabalho a pé. As pessoas que querem usufruir estes serviços devem checar informações, descobrir como é realizado o serviço e verificar a referência sobre trabalhos exercidos anteriormente.