Wagner da Silva
Braço do Norte

A consciência e o manuseio de materiais reaproveitáveis surgem de forma tímida, até que as pessoas passam a conscientizar quanto ao benefício da reciclagem ao meio ambiente. Há anos, o Colégio Dom Joaquim, em Braço do Norte, participa de campanhas e apóia ações em prol do ecossistema. A pouca participação do início e a dificuldade de criar a idéia e a consciência nos alunos foram superadas.

Uma prova disso é a elaboração de uma série de ações que foram incluídas no Projeto Político Pedagógico da escola este ano. A atitude espalhou-se de tal forma que os reflexos são sentidos também na comunidade de Braço do Norte. Muitos cidadãos tornaram a reciclagem um hábito e deixam, na escola, o material que pode ser reaproveitado.

Plástico, papel, alumínio, vidro e pilhas são recolhidos e separados e vendidos. Em sete meses, o colégio arrecadou 25.872 quilos de material. Isto rendeu aproximados R$ 7 mil. Como o projeto não possui um coordenador, são os próprios professores que discutem e elegem as prioridades. “Depois de avaliarmos onde empregaremos o dinheiro, expomos a idéia aos alunos para eles também opinarem”, detalha a diretora adjunta do colégio Dom Joaquim, Zélia Della Giustina Guinzani.

Esta clareza nas ações, analisa Zélia, tornou o projeto permanente dentro da instituição de ensino. “Quando esta idéia da reciclagem foi implantada, sabíamos das dificuldades, mas, com o auxílio dos professores, que ‘plantaram’ este hábito, passamos a nos motivar e ‘contaminar’ a comunidade interna e externa”, ressalta. O projeto dos recicláveis do colégio Dom Joaquim foi um dos 25 escolhidos para participar da Feira Nacional de Ciências da Educação Básica (Fenaceb). O colégio é o único do estado a participar das três edições da feira.