Wagner da Silva
Braço de Norte

A prefeitura de Braço do Norte reabriu este mês o processo administrativo para dar direito à defesa a três funcionários do Samu, aprovados em concurso público e possivelmente contratados com documentos falsos.
As irregularidades foram apontadas pelo ex-coordenador e socorrista do Samu, Manoel de Souza Couto, logo após a contratação dos profissionais, em 1º de agosto. O ex-coordenador reuniu documentos que apontam a falsificação de alguns documentos referentes à conclusão de cursos de socorristas.

As irregularidades passaram a ser investigadas pela Polícia Civil, após um médico ter sua assinatura falsificada. “Mostrei o documento para ele, que afirmou que a assinatura havia sido falsificada. Em seguida, registrou o boletim de ocorrência”, conta Manoel.
Segundo o ex-coordenador, o desejo é que haja a exclusão dos três membros. “Não serei beneficiado por isso. Apenas quero que a justiça seja feita. Estas pessoas lidam com a vida e não estão capacitadas a atuarem”, destaca. O delegado da comarca em Braço do Norte, Bruno Ricardo Vaz Marinho, não pôde informar sobre o andamento do processo e as provas coletadas pela investigação da Polícia Civil.

Processo está em andamento

A procuradoria jurídica da prefeitura de Braço do Norte explica que o processo sobre a possível fraude dos documentos dos aprovados no concurso do Samu havia sido finalizado, mas foi reaberto para ampla defesa dos acusados. A procuradora, Gisele Kuerten, explica que alguns depoimentos não foram registrados no processo. ”Foram solicitadas as cópias destes depoimentos, que devem ser anexados ao processo”, orienta.

Segundo ela, a defesa é um direito dos acusados e deve ser protocolada para análise de uma comissão, formada por servidores públicos. “O processo foi reaberto no início deste mês e eles possuem cinco dias para protocolar a defesa, após tomarem ciência. Se não houver direito à ampla defesa, o processo pode ser nulo”, conclui Gisele.