Liliane Dias
Braço do Norte

Apesar de uma grande crise no segmento da suinocultura, o ano promete melhoras mais significativas do que em 2007. A afirmação é do presidente da Associação Catarinense de Criadores Suínos de Braço do Norte (ACCS), Valério Perin Júnior. “Hoje o custo está favorável para a suinocultura”, ressalta.

Em 2005 e 2006, o produtor perdia R$ 30,00 a R$ 40,00 por cabeça. “Isso fez com que vários produtores particulares aderissem ao sistema integrado, na época de 20%. Mas que realmente fecharam as portas foram poucos”, lembra.

Atualmente são 300 produtores (suinocultores) só em Braço do Norte. O custo gira em torno de R$ 2,30 e, para a venda, chega a R$ 3,00. Porém, no período de crise, Júnior lembra que houve um momento em que o produtor tinha custo de R$ 1,20 e chegou a vender por R$ 0,90. “Foi bem crítico”, declarou.

Como ‘após a tempestade vem a calmaria’, com o aumento da exportação este ano o suinocultor voltou a respirar. O presidente da ACCS afirma que é visível um equilíbrio. “Os anos de 2007 e 2008 servem para o produtor colocar as contas em dia. A expectativa é que 2009 seja de lucros novamente”, prevê.

De acordo com o crescimento observado nas exportações, no fim de ano sempre há aumento no consumo e a tendência é que o quilo sofra aumentos. “Esperamos que até o fim do ano o preço de venda atinja R$ 3,50, mas vamos esperar para ver como fica”, adianta o presidente.

Segurança e qualidade
O consumo de carne suína cresce gradativamente. Para o presidente, hoje não há carne para o consumo com maior garantia do que a suína. “Todo o processo é monitorado. As criações são em granjas com técnicos veterinários e inspeções rigorosas”, detalha.