Liliane Dias
Braço do Norte

Mesmo com a interrupção de um ano no crescimento, devido à crise na suinocultura e ramo de molduras, o segmento imobiliário de Braço do Norte manteve-se e, nos últimos dois meses, voltou a crescer. A informação é do corretor de imóveis Bertilo Schlickmann, que atua no mercado há quase 15 anos.
Segundo ele, não houve uma queda nos valores dos imóveis, mas teve uma parada na comercialização em virtude da crise moldureira e da suinocultura.

Apenas a procura diminuiu (cerca de 60%). Porém, nos últimos 60 dias, voltou a crescer, já se recuperou 40% da queda e normaliza rapidamente. “Além disso, as empresas de fora começam a notar o potencial daqui e, aos poucos, instalam-se, construindo novos empreendimentos”, afirma.

O que tem dificultado o trabalho, ressalta ele, é o fato de haver na região muitos loteamentos clandestinos. “Isso realmente atrapalha o mercado imobiliário. Há dificuldade por não ter documentação. Cerca de 80% dos imóveis na região não são averbados aos terrenos, o que dificulta para financiamentos”.
Apesar de não ser cidade litorânea e não haver influência para épocas consideradas de alta ou baixa para vendas, o período entre novembro e março é o melhor. “Isso em virtude de os fumicultores aproveitarem a época para investirem”, argumenta.

O corretor de imóveis garante que, de um modo geral, todas as épocas são boas para fazer bons negócios.
Com exceção da questão de documentação, ele diz que está fácil efetuar financiamentos e aconselha: “Mesmo quem tem um menor poder aquisitivo, deve avaliar. Mesmo com juros considerados altos, vale mais pagar prestação de um imóvel do que simplesmente pagar aluguel”, acrescenta.