Wagner da Silva
Braço do Norte

Após a análise superficial sobre a arrecadação e os gastos da administração de Braço do Norte, o prefeito Evanísio Uliano, o Vânio (PP), está assustado com os números, que mostram um déficit mensal de mais de R$ 400 mil.
A queda na arrecadação devido à crise que afeta o município e o excesso de contratações foram os pontos destacados pelo prefeito para que o município chegasse a números negativos.

Atitudes serão tomadas após o anúncio dos nomes dos secretários que assumirão as pastas da saúde, educação, transporte e obras e agricultura, consideradas as mais importantes para o andamento dos trabalhos. A definição deve ocorre amanhã. “Após nomear, os secretários irão avaliar e divulgar um diagnóstico da situação real da pasta para iniciarmos com a tomada de medidas”, ressalta.

Para mudar esta realidade, o prefeito afirma que tomará medidas que podem desagradar. “Algumas não são simpáticas, mas necessárias para reverter o atual quadro financeiro”, avalia Vânio. Ele também se mostrou assustado com o número de licenças médicas. “Em 60 dias, foram mais de 550. É praticamente metade do número de funcionários. Um absurdo!”, destaca.

Prefeituras renegociarão
dívidas com o Badesc

Uma das medidas para garantir menor despesa aos cofres do município será tomada amanhã pelo prefeito de Braço do Norte, Evanísio Uliano (PP), o Vânio, que junto com outros administradores públicos, segue com uma comitiva liderada pelo presidente da Amurel, José Roberto Martins, da Amurel, até a sede da Agência de Fomentos do Estado de Santa Catarina (Badesc), em Florianópolis. O objetivo é a renegociação das dívidas das prefeituras com o órgão estatal.

A dívida do principal município do Vale chega a R$ 1,3 milhão. Entre os prefeitos, há também quem pretenda aderir a novos financiamentos. “A situação é preocupante, em virtude da receita de Braço do Norte em queda, a exemplo de outros municípios. Uma repactuação desse financiamento daria um fôlego nesse momento difícil, de crise”, justifica.

Braço do Norte adquiriu um financiamento junto ao Badesc ano passado de R$ 950 mil, sendo que, outros R$ 400 mil em contrapartida para a pavimentação asfáltica de sete ruas. Deste valor, aproximadamente R$ 135 mil foram pagos. O restante deve ser pago nos próximos 21 meses.