Liliane Dias
Braço do Norte

A instituição Astra existe há 9 anos, mas há apenas três atende crianças e adolescentes de 7 a 18 anos. Atualmente conta com quatro internos, porém, há uma grande variação no número de pessoas.
De acordo com a assistente social Telma Ern, o modelo é único no país. “A mudança ocorreu após uma reestruturação do modelo de atendimento. Depois disso, deixamos de atender maiores de 18 anos”, explica.

Na casa são realizadas diversas atividades, como grupo família e sentimento (que trata o dia anterior e desabafo do que o adolescente/criança sente) para direcionar o tratamento do dia, além da espiritualidade e oficinas de música e artesanato. Outro projeto, que deve ser colocado em prática este mês, é o início das aulas do Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja) na instituição.

A casa tem capacidade máxima para 14 jovens e o mínimo que a criança e/ou o adolescente permanece no local é quatro meses, podendo estender a permanência por um ano e sair quando desejar. Dados da organização de saúde apontam que a cada 21 adultos um consegue recuperar-se. Crianças e adolescentes não atingem esse número. “Na região, de 43 jovens, seis são recuperados. Sabemos que é difícil recuperar totalmente um jovem nessa faixa etária, mas tentamos reduzir os danos”, conta.

Depois que o jovem sai da casa, é feito um acompanhamento por seis meses. “Trabalhamos com a família e a inserção deste jovem na sociedade. A partir dos 16 anos, direcionamos para o mercado de trabalho”. Ciclos de palestras nas escolas dos municípios conveniados são realizados pela entidade. “Nesses casos, trabalhamos com a prevenção através de trocas de informações”, detalha.