Zahyra Mattar
Tubarão

Se o que as empresas responsáveis pelas obras de duplicação da BR-101 precisavam era uma linha de crédito para garantir capital de giro, isto está resolvido. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) disponibiliza a partir de hoje o Programa de Empréstimo de Crédito (PEC) a fim de garantir a verba necessária às empresas. Todas as empreiteira poderão financiar até R$ 30 milhões diretamente junto ao banco – abaixo disso pode ser com agentes financeiros -, a juros especiais pré-estabelecidos pelo BNDES.

O BNDES anunciou ainda a criação de um produto específico às empresas que atuam na duplicação da rodovia federal. “O banco não financia capital de giro. Sua função é (financiar) investimentos, que são a garantia do próprio empréstimo. Neste caso, as empresas poderão dar como garantia o Seguro Garantidor de Término de Obra. As empresas que precisam do empréstimo já e têm certidão negativa de débito já o podem pegar o dinheiro”, adianta o deputado federal Jorge Boeira (PT).

Amanhã, uma nova reunião ocorre para definir como será feito o repasse do seguro das obras como garantia ao banco. O fraco desempenho da maioria das empresas que atuam na duplicação remete ainda à época da licitação da obra. Em 2004, a obra no trecho sul da BR-101 foi o primeiro grande empreendimento do governo federal.

Quase que na totalidade, as empresas concorreram com preço até 33% abaixo do de mercado. Até então, obras públicas não eram pagas em dia. Porém, com o bom momento econômico do país, a situação mudou de configuração e a maioria das empresas não conseguiu arcar com as despesas. Atualmente, 92% do valor necessário para concluir a duplicação já está pago ou reservado.