Tubarão

O consórcio formado pelas empresas Blokos/Emparsanco/Araguaia, responsável pelas obras de duplicação do lote 25 da BR-101, ainda não conseguiu retomar os trabalhos no trecho. A volta ao serviço foi anunciada no dia 21 do mês passado. De lá para cá, encontrar algum trabalhador nos 29,9 quilômetros de extensão do lote é tão difícil quanto achar uma agulha no palheiro.

Ontem, um pequeno grupo atuava na passagem inferior (PI) de acesso à comunidade de Santiago (o equipamento está 80% pronto), em Laguna. No restante do lote, nenhuma “alma viva”, como se diz no popular.
Conforme o Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit), o motivo é a volta do feriado da independência, contudo, a situação é a mesma desde o último dia 21, quando teoricamente os trabalhos recomeçaram.

Além da duplicação das pistas e da PI do Santiago, o consórcio tem outras três passagens inferiores por terminar (a da Vila Flor, em Capivari de Baixo, é a que está com o serviço menos avançado, tem apenas 10% do trabalho feito), e a ponte sobre o Rio Capivari.

A rescisão do contrato entre o Dnit e as empresas chegou a ser cogitada no mês passado. O órgão federal somente não fez isso porque houve comprometimento dos gestores. No fim de 2008, o consórcio também paralisou as obras, mas conseguiu resolver os problemas financeiros e retomar a duplicação. Daí o “voto de confiança”. Além disso, uma nova licitação poderia atrasar as obras em, pelo menos, um ano.