Zahyra Mattar
Capivari de Baixo

Mesmo com a chuva, os trabalhadores das empresas Amilton Lemos Engenharia de Obras, de Tubarão, e Cooperativa de Caminhões de Capivari de Baixo (Coopertranscap) continuaram, ontem, de braços cruzados. Responsáveis pela duplicação do lote de obras 25 da BR-101, eles seguem com máquinas e caminhões estacionados sobre a passagem inferior que construíam no quilômetro 37, em Capivari de Baixo.

Garantem: só sairão de lá e voltarão ao batente depois que o consórcio Blokos/Emparsanco/Araguaia pagar pelo menos 50% da dívida que possui com as duas empresas. Ambas não recebem os seus vencimentos há seis meses. São mais de 30 caminhões, 20 equipamentos pesados, cerca de 50 homens e um montante a ser quitado de R$ 3 milhões, aproximadamente.

O Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit) não irá intervir na situação, já que se trata de um problema entre o consórcio e os prestadores de serviços. O repasse referente às medições, feitas pelo Dnit, está em dia. A questão refere-se, exclusivamente, a problemas financeiros do consórcio.

Os trabalhadores entraram em greve, por tempo indeterminado, quarta-feira. Uma paralisação como esta foi feita no fim de julho, também por falta de pagamento. Na época, a empresa prometeu que quitaria pelo menos uma parte da dívida, mas não o fez. Daí a nova parada nos trabalhos.

Para o Dnit, o cronograma da Blokos continua o mesmo: eles precisam entregar 100% das pistas duplicadas até dezembro. Conforme o órgão nacional anunciou na outra paralisação, caso este prazo não seja cumprido, existe sim a possibilidade de rescisão do contrato.