Zahyra Mattar
Tubarão

Certamente, a comitiva formada pelo diretor de infraestrutura rodoviária do Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit), Hideraldo Luiz Caron, equipe técnica do órgão e lideranças políticas ficou impressionada com os avanços da duplicação da BR-101. O grupo vistoriou as obras entre Palhoça e Laguna, ontem.

Eles trilharam a melhor parte da duplicação. Se tivesse vindo a Tubarão, todos sairiam com a mesma incerteza: o lote 26 termina em 2010? Enquanto “lá para cima” viadutos e passagens inferiores são inauguradas, trechos enormes de pistas liberados ao tráfego, por aqui nenhuma obra de arte foi terminada.
Nem mesmo a meta de concluir uma das pistas do viaduto principal (o do posto Fera) até janeiro, para desafogar o tráfego da rodovia, sabe-se se será cumprida. A Triunfo, responsável pelas obras, não dá explicações.

Ontem, Hideraldo Luiz Caron e a equipe técnica do Dnit fizeram uma reunião com gestores da Triunfo. A empresa não consegue efetuar nenhum tipo de financiamento. É responsável por dois lotes. O de Tubarão e o 29, em Sombrio. Este último é o mais atrasado de todos. Uma posição era esperada ainda ontem, mas nada foi anunciado.
A grande surpresa para a comitiva foi os avanços no lote 25, do consórcio Blokos/Emparsanco/Araguaia. O trecho estava mais atrasado do que o de Tubarão. No entanto, duas passagens inferiores já foram liberadas. Apesar de todas as incertezas, a temporada de verão começará com uma meta cumprida: a duplicação de 60% das pistas. Mas é só.