Tubarão

No inverno, a formação de nevoeiros oferece risco para quem trafega pela BR-101. Os vidros ficam embaçados, a visibilidade da pista diminui e a atenção deve ser redobrada para evitar acidentes.

A neblina é formada pela suspensão de gotículas de água em uma camada de ar próxima ao solo. Este fenômeno, também conhecido como nevoeiro, é mais comum em locais frios e úmidos. Ocorre devido à queda da temperatura e à condensação do vapor d’água. Durante o dia, o calor faz com que a água evapore, sendo que parte do vapor fica perto da superfície. Quando anoitece, ou quando a região é atingida por uma frente fria, a temperatura cai, o vapor de água resfria e condensa, ocasionando a neblina.

O engenheiro agrônomo da Epagri de Urussanga, Márcio Sonego, explica que este tipo de nevoeiro é comum em dias com temperaturas baixas, sem ventos e céu limpo durante a noite. O fenômeno ocorre com frequência de maio a setembro. Os trechos com maior ocorrência de nevoeiros na BR-101 são entre Araranguá e Maracajá e de Sangão a Tubarão, onde há grandes plantações de arroz irrigado.

Ao entrar em um nevoeiro, o motorista deve tomar alguns cuidados para prevenir acidentes. Antes de viajar, o conselho é fazer uma revisão nos faróis e limpadores de parabrisa. Andar sempre com os faróis acessos, usando a luz baixa. A luz alta dos faróis ofusca a visão dos motoristas que trafegam em sentido contrário, pois a luz refletida no nevoeiro piora a visibilidade. A polícia rodoviária federal recomenda que se use a luz de neblina nestas condições.