O pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) tem como meta chegar ao início da campanha, em agosto, com o apoio de ao menos 100 deputados. Isso seria equivalente a cerca de 20% dos 513 assentos da Câmara. A informação é de aliados ao deputado responsáveis por sua articulação política.

A contabilidade atual é que Bolsonaro é apoiado por 44 deputados de vários partidos na Casa. O objetivo é chegar a 50 até o fim de março.

A fim de aproximar os congressistas, Bolsonaro deve convocar uma reunião na semana que vem com deputados que o respaldam.

O suporte de outras siglas é fundamental para o militar devido a limitações de seu partido, o PSL. Até a semana passada, tinha 3 deputados, uma das menores da Câmara. Pretende encerrar a janela partidária –período para congressistas trocarem de siglas– com 15 nomes.

Além disso, Bolsonaro precisará consolidar uma base de apoio se quiser aprovar projetos caso ganhe a eleição. Até o ano passado, Bolsonaro era considerado 1 congressista pouco articulado politicamente.

MINISTÉRIOS

Aliados no entorno do pré-candidato evitam dar pistas sobre como seria a Esplanada numa eventual vitória de Bolsonaro. O deputado garante que apresentará antes da campanha quem serão seus ministros.

O último nome ventilado foi o do ex-astronauta Marcos Pontes para a pasta de Ciência e Tecnologia. A seguir o que de mais importante Bolsonaro falou sobre a possível composição de sua Esplanada:

Outubro de 2017 – Redução do número de ministérios para 15 (atualmente são 29);

Novembro de 2017 – Economista Paulo Guedes comandaria a Fazenda;

Novembro de 2017 – Militar com “perfil de general” para pasta da Educação;

Março de 2018 – Metade dos ministérios comandados por militares. Disse também que unificaria ministérios de Agricultura e Meio Ambiente e que o general do Exército Augusto Heleno seria ou escolherá nome para a Defesa.