Você sentiu algo diferente assim que acordou nesta segunda-feira? Talvez seja culpa do calendário. Hoje, 21/01, é a terceira segunda-feira do ano, data apelidada de Blue Monday. Quem criou o termo foi o psicólogo Cliff Arnall, da Universidade de Cardiff, no País de Gales, em 2005. Segundo seus estudos, esse é o dia mais triste do ano.

Isso acontece, de acordo com Arnall, por alguns motivos. Segundo ele, é um misto entre as despesas contraídas durante o Natal, as despesas típicas do começo do ano, o tempo decorrido após as festas de fim de ano e a volta ao trabalho. Também pesa a falta de motivação e a sensação de querer mudanças em sua vida, mas sem que você faça nada para criar essas mudanças (é quando as promessas de fim de ano começam a falhar). No hemisfério Norte, o clima também tem consequências – é o auge do inverno por lá.

Para chegar à data, o psicólogo usou a seguinte fórmula: [W+(D-d)]xT/MxNA – onde “W” é o clima, “D” é o salário, “d” a dívida, “T” o tempo desde o Natal, “M” o baixo nível motivacional e “NA” a necessidade de tomar medidas.

Nos últimos anos, contudo, surgiram várias críticas à Blue Monday. Dizem que a fórmula criada por Arnall não passa de pseudociência e que não é estatisticamente verdade que a terceira segunda-feira do ano seja mais triste do que qualquer outra segunda-feira.

Um artigo da Fortune diz que há um fenômeno que poderia ser chamado de Blue Monday, mas não dessa forma. Uma pesquisa feita no Japão mostrou que as taxas de suicídio entre os homens são maiores na segunda-feira do que em qualquer outro dia da semana. Além disso, estudos mostram que entre 10% a 20% das pessoas com depressão recorrente seguem um padrão de início no outono e inverno e remissão na primavera e verão. Seria, então, toda uma temporada triste, não apenas um dia.