Zahyra Mattar
Tubarão

No dia 27 de março de 2007, um tornado passou por Tubarão. Além de uma boa dose de medo, o vendaval arrancou árvores, destruiu casas, derrubou a rede elétrica em vários pontos da cidade, alagou ruas. Em pouco tempo, quase tudo foi reestabelecido, exceto a remoção da árvores das beiras-rio. A maioria delas foi plantada há cerca de 34 anos, após a enchente que devastou a cidade em 1974.

Com muito custo, as árvores que caíram foram retiradas. O imbróglio está nas que ficaram em pé e, vez ou outra, fazem “vítimas”. Por pura sorte, nenhuma humana até agora. Ainda no ano passado, a prefeitura fez um levantamento para identificar quantas árvores precisam ser retiradas e substituídas por novas mudas. Chegou ao número de 900 plantas.

Para cortar tudo, replantar e recuperar os taludes (barrancas) seriam necessários R$ 500 mil. Somente para o estudo de impacto ambiental, precisa-se de R$ 100 mil. Recursos que a prefeitura não dispõe. Ainda assim, devido à gravidade da situação, as árvores em pior estado foram marcadas com um ‘x’ para serem cortadas. Cerca de 180 estão nesta situação. A idéia surgiu como solução paliativa para amenizar o problema.

Em maio deste ano, a Fatma sinalizou a autorização o corte destas árvores. Até então, vários carros parados nos estacionamentos nas avenidas e rua das beiras-rio tinham sido atingidos por galhos que despencavam sem aviso. Este documento já foi entregue, conforme a Fatma, para a secretaria de planejamento da prefeitura de Tubarão em setembro.

Agora, o imbróglio esbarra na autorização da Secretaria de Patrimônio da União (SPU). A beira-rio é uma área de preservação ambiental permanente e nada ali pode ser tocado sem conhecimento e autorização de órgãos competentes. Até mesmo as limpezas esporádicas precisam ser acompanhadas por quem compete a fiscalização: Fatma e Polícia Militar Ambiental.