A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro confirmou na noite de ontem (14) a primeira morte por sarampo em 2020. O secretário Edmar Santos concede uma entrevista agora pela manhã para dar mais detalhes do caso.

O Ministério da Saúde lançou nessa semana a primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo. Em 2019, foram 18 203 episódios confirmados da doença em 526 municípios, com 15 mortes (14 em São Paulo). Do início de 2020 até início de fevereiro, os estados de São Paulo (77 casos), Rio de Janeiro (73), Paraná (27), Santa Catarina (22) e Pernambuco (3) registraram infecções pelo vírus, sem nenhum óbito.

Para conter o sarampo, é necessário atingir uma taxa de vacinação de 95%. No momento, Acre (91,4%), Amapá (94,9%), Bahia (88,9%), Distrito Federal (93,7%), Maranhão (90%), Pará (77,6%), Piauí (91,9%), Roraima (87,9%) e São Paulo (93,9%) estão aquém do desejado. Só que mesmo nos estados com cobertura aceitável, há ainda pessoas desprotegidas – e que precisam ir aos postos de saúde.

A doença

Causado por um vírus, o sarampo é uma doença infecciosa grave, que pode levar à morte. A transmissão ocorre por via aérea, ou seja, quando a pessoa infectada tosse, fala ou respira próximo de outras pessoas.

Mesmo quando o paciente não morre, há possibilidade de a infecção ocasionar sequelas irreversíveis. Quando a doença ocorre na infância, o doente pode desenvolver pneumonia, encefalite aguda e otite média aguda, que pode gerar perda auditiva permanente.

Os sintomas do sarampo são febre acompanhada de tosse, irritação nos olhos, coriza (nariz escorrendo ou entupido) e mal-estar intenso. Quando o quadro completa de três a cinco dias, podem aparecer manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas.