Cíntia Abreu
Tubarão

Após um feriado que deu a muitos um descanso na rotina diária, o fim de semana em Tubarão e região apresenta uma agenda diversificada de eventos, festas, shows e bons lugares para ouvir uma música enquanto se saboreia algo. A economia de Tubarão ganha muito quando o assunto é balada. Por ser uma cidade universitária, os promotores de eventos empenham-se em oferecer o melhor.

Enquanto a maioria pensa no que irá vestir, calçar e até mesmo beber, muita gente trabalha para que tudo fique perfeito. Os bastidores são pouco percebidos e nem sempre o público percebe que, além de divertimento, a cidade ganha com a criação de novas vagas de emprego, muitas usadas como uma fonte de renda extra. Consequentemente, a economia da cidade cresce.

O empresário do grupo de pagode Fissura, Davi Nascimento, por exemplo, há anos no mercado da música, levanta várias questões que, em sua opinião, não são valorizadas. “As pessoas acham que é fácil e barato realizar um evento de qualidade. Muito dinheiro envolve este trabalho, muitas pessoas trabalham para isso. É o que me deixa contente, apesar da pouca valorização”, analisa Nascimento. Para ele, quanto mais pessoas faturarem com o evento, melhor será para crescimento da economia regional.

Faturamento reflete em outros setores

Idealizador de uma das maiores festas que movimenta o Carnaval de Laguna, Renato Braz conta que a realização do Bloko Rosa inicia muito antes dos festejos e tudo isso gera faturamento a todos. “O que muitos fazem é multiplicar o preço dos abadás por um número ‘x’, sem lembrar de todo o resto que tem de ser pago após o evento. Daí vem à ideia de que tudo é mais fácil no nosso meio”, reclama Braz.
O empresário lembra ainda dos serviços indiretos que surgem. “No Carnaval, por exemplo, as costureiras ganham com a customização das camisetas, as lojas de acessórios femininos faturam também, fora todos os hotéis da cidade. O que falta no sul do estado é a lembrança que o turismo é a maior empresa que podemos administrar”, afirma ele.

O ser humano é atraído pelo que vê e, para garantir o bem-estar dos clientes dentro de um evento, há quatro anos o empresário Vladmir Oliveira Brun trabalha no ramo de decorações. O seu negócio envolve cerca de 15 pessoas. “É um mercado muito bom, pena que as pessoas esquecem que tudo tem um preço e, através da minha empresa, várias famílias se mantém”, salienta Brun.

Custos
Para uma festa com 1,4 mil pessoas, cerca de 80 vagas de trabalho, direta e indiretamente, são criadas. Em torno de R$ 20 mil são faturados na bilheteria. A decoração custa aproximadamente R$ 900,00, a montagem de som tem o custo de R$ 300,00, fora muitos outros pontos a serem negociados no evento, com seguranças e faxineiras.