Brasília (DF)

A base governista impediu, pela segunda vez, a convocação da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para prestar esclarecimentos na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Cartões Corporativos. O requerimento foi rejeitado por dez votos a quatro. Da primeira vez, os parlamentares da oposição queriam que Dilma explicasse sobre as contas com cartão corporativo da presidência da república. Desta vez, era para falar sobre o suposto dossiê de gastos presidenciais na gestão de Fernando Henrique Cardoso.

Outros cinco requerimentos também foram rejeitados. Entre eles, o que pedia à Casa Civil cópia de todos os documentos entre 2001 e 2007 apresentados ao Tribunal de Contas da União (TCU) e o que permitia acesso da CPMI ao Controle de Suprimento de Fundos da Presidência da República (Suprim).

A presidenta da comissão, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), foi ainda ontem ao TCU pedir o auxílio dos auditores para apontar eventuais irregularidades que possam ser encontradas nas investigações feitas nos documentos recebidos do executivo. Autora do requerimento referente aos dados sigilosos do gabinete do presidente da república, Serrano disse que o requerimento permitiria a “transparência” na análise dos dados.

Um por todos, todos por um
A CPMI aprovou, terça-feira, o pedido de compartilhamento dos dados sigilosos das auditorias feitas pelo TCU nos gastos presidenciais. No acordo firmado com a oposição, os governistas autorizam que a CPI tenha acesso aos gastos sigilosos da presidência da república que estão reunidos em auditorias realizadas pelo TCU.

Os governistas ameaçam romper o acordo porque defendem que apenas um grupo de parlamentares da CPI tenha acesso aos dados. Serrano, por sua vez, disse que não fará uma “divisão” dentro da comissão com a escolha de parlamentares que poderão, ou não, ter acesso aos dados.