Zahyra Mattar
Tubarão

Bancários de todo o país optaram pela greve. A categoria negocia com os bancos desde agosto, mas as conversas pouco avançaram, especialmente no que diz respeito ao índice salarial. Os patrões sugerem o índice de 4,29% de reajuste, o mesmo indicador do INPC, o mais baixo. O percentual fica abaixo da inflação. Os trabalhadores querem 11%.

Na base do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Tubarão e Região (SEEBTR), a maioria dos 145 associados que compareceram à assembleia ontem à noite votou por engrossar o movimento nacional.

O mesmo ocorreu na base de Laguna. Diferente de 2009, desta vez, até a rede privada uniu-se ao movimento, que não tem prazo para terminar. Os caixas eletrônicos funcionarão hoje, mas, a partir de amanhã, muitos correntistas podem ter problemas para sacar, já que as máquinas não serão abastecidas.

Isto deverá ocorrer principalmente na rede pública (Banco do Brasil e Caixa Econômica), contudo, é esperado que os funcionários da rede privada façam o mesmo.
Em alguns estados, a greve iniciou ontem. O movimento já é considerado muito superior ao do ano passado. Até as 18 horas de ontem, eram 3.860 agências fechadas, o correspondente a cerca de 20% dos bancos instalados no país.

Além do reajuste salarial de 11%, os bancários pedem maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), medidas de proteção à saúde, garantia de emprego, mais contratações, igualdade de oportunidades e maior segurança contra assaltos, entre outros pontos.