Zahyra Mattar
Tubarão

As negociações entre os trabalhadores e as instituições bancárias seguem emperradas. Desde que o movimento grevista foi deflagrado, na quarta-feira passada, os bancos não apresentaram nenhum contraproposta às reivindicações da categoria.

Ontem, as bases sindicais de todo o país fizeram novas assembleias para definir se a paralisação continua. Na maioria das cidades, os funcionários optaram por manter a greve. É o caso dos 16 municípios que integram a base do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Tubarão e Região (SEEBTR).

“Este é o momento de nos fortalecer e organizar. Se voltarmos agora, jogamos fora qualquer chance avanço em relação à pauta de reivindicações”, lembra o presidente do SEEBTR, Armando Machado Filho.

As partes negociam desde agosto, data-base da categoria. Contudo, ainda não chegaram a um acordo em relação, principalmente, ao índice de reajuste salarial. Na base sindical de Tubarão, o índice de paralisação atinge 85% das agências, o equivalente a aproximadamente 500 trabalhadores de braços cruzados.

Todos são exclusivamente da rede pública de bancos. Os trabalhadores voltarão a fazer assembleia somente se uma nova proposta for apresentada.

Reivindicações
• Reajuste salarial de 11% (os bancos ofereceram 4,29%, o mesmo indicador do INPC, o mais baixo. O percentual fica abaixo da inflação (4,49%).
• Maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
• Medidas de proteção à saúde.
• Garantia de emprego e mais contratações.
• Maior segurança contra assaltos.