Imbituba

Com a chegada das baleias franca ao litoral catarinense e as atividades de ampliação e melhoria de infraestrutura na área portuária de Imbituba, teve início este mês a segunda edição do programa de monitoramento dos mamíferos no porto e adjacências.

“A metodologia foi criada a partir da análise do tipo de ruído e a propagação do som oriunda do estaqueamento. Assim, definimos as áreas de segurança e sobreaviso”, detalha a diretora de pesquisa do Projeto Baleia Franca (PBF), Karina Groch.
Desta forma, há três áreas em monitoramento. Com um sistema de bandeiras e comunicação instantânea por rádios, as equipes informam sobre o posicionamento, a velocidade e a direção de deslocamento dos animais no entorno do porto.

As atividades são paralisadas imediata e momentaneamente quando uma baleia franca entre na área de segurança (são dois quilômetros a partir do bate-estacas). Para monitorar estas áreas, a equipe do PBF distribui-se em três pontos: no Morro do Farol, na encosta do lado oposto ao porto e no costão sul da praia da Ribanceira.

Além do monitoramento, medidas de redução do impacto sonoro foram tomadas pela construtora Andrade Gutierrez. O bate-estacas, por exemplo, foi envolto em uma cortina de bolhas para minimizar os ruídos. Em 2009, foram poucos os casos registrados de avanço das francas às áreas de sobreaviso e de segurança.

“Conseguimos executar 73% do trabalho previsto para o período em que tivemos o monitoramento. Um número extremamente eficiente quando o valor agregado é a nossa responsabilidade ambiental”, valoriza o superintendente do Tecon Imbituba, Bruno Figurelli.