Rio de Janeiro (RJ)

Embora a inflação para as famílias brasileiras com rendimentos entre um e dois e meio salários mínimos mensais (de R$ 415,00 a R$ 1.037,00) tenha desacelerado em junho, fechando o mês em 1,29% após a alta de 1,38% em maio, o resultado do Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1) acumula nos últimos 12 meses. A elevação é de 9,11%, a maior já registrada desde 2004, quando o índice começou a ser calculado.

No primeiro semestre deste ano, a taxa subiu 5,97%. Os dados foram divulgados ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O avanço nos preços dos alimentos, que correspondem a 40% no cálculo do IPC-C1, foi a principal pressão para o resultado acumulado desde junho do ano passado.
Nesse período, os principais destaques foram arroz branco (de 26,03% para 45,78%), feijão carioquinha (de 119,31% para 137,51%), batata-inglesa (de 2,32% para 19,39%) e carnes bovinas (de 32,87% para 44,13%).

Também registraram elevação no índice acumulado desde junho de 2007 os grupos habitação (de 2,05% para 2,32%), saúde e cuidados pessoais (de 3,54% para 4,04%) e vestuário (de 4,84% para 5,43%).
Já os preços de transportes, permaneceram estáveis na passagem de maio para junho e a taxa acumulada em 12 meses foi a mesma nos dois meses (2,52%). Dois produtos com maior peso nesse grupo equilibraram-se: gasolina (de -1,82% para -1,99%) e ônibus interurbano (de 3,06% para 3,34%).

Por outro lado, foram verificadas quedas nos preços de educação, leitura e recreação (de 5,04 % para 4,79%), com destaque para material escolar, e despesas diversas (de 4,94% para 4,60%), principalmente alimentos para animais domésticos.