O Policial Militar do Estado da Bahia, Wesley Góes, de 38 anos, foi sepultado nesta segunda-feira, em Itabuna, no Sul do Estado. O ex-militar foi morto a tiros neste domingo (28), após confronto com outros agentes de segurança pública.

Conforme informações, o militar teve um surto psicótico e foi morto após efetuar disparos contra guarnições da PM. Foram 4h de negociações com a polícia. Depois de ser atingido, ele foi levado ao Hospital Geral do Estado, mas não resistiu. Ele foi atingido por ao menos 3 disparos.

“Os nossos objetivos primordiais são preservar vidas e aplicar a lei. Buscamos, utilizando técnicas internacionais de negociação, impedir um confronto, mas o militar atacou as nossas equipes. Além de colocar em risco os militares, estávamos em uma área residencial, expondo também os moradores”, declarou o comandante do Bope, major Clédson Conceição.

Nas redes sociais circulam vários vídeos do episódio. Em um deles é possível ver o momento em que o policial atira contra os colegas e recebe o revide. O disparo por pouco não atingiu um dos policiais que tentavam negociar a rendição. Wesley era lotado na 72º Companhia Independente de Polícia Militar (72ºCIPM) de Itacaré.

Material compartilhado em redes insinua, sem provas, que o PM morto teve um surto psicótico porque se recusou a seguir ordens do governador Rui Costa em torno das medidas de restrição à circulação de pessoas, como forma de conter o avanço da Covid-19 no Estado. Ao menos 15 mil pessoas morreram pela doença na Bahia, onde a ocupação dos leitos UTI chega a 87%.

O governo baiano adotou até 5 de abril uma série de restrições contra aglomerações, como o fechamento de serviços não essenciais e um toque de recolher das 18h às 5h em todos os 417 municípios.

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