Brasília (DF)

O aumento de 15% no preço do óleo diesel (e 10% da gasolina), anunciado quarta-feira pelo ministro da fazenda, Guido Mantega, influenciará no preço do frete das empresas de transporte de cargas. A previsão é do vice-presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Nilton Gibson, que estima um reajuste de 3% a 4%, acrescido no preço de custo por tonelada da carga.

Ele prevê que o maior impacto será no transporte de grãos, devido à carência de infra-estrutura nas estradas. “No transporte de grãos, o aumento será imediato, devido às dificuldades que encontramos com a infra-estrutura das estradas e à falta de caminhões”, estima Gibson.

Mas, para o restante da safra, que, segundo o vice-presidente da CNT, vive um bom momento, o reajuste não será imediato. “Será repassado, mas não agora. Será feita uma negociação entre a empresa e o cliente”, adianta. Apesar do pessimismo no setor, Gibson aprova a iniciativa de reajustar o óleo diesel como forma de controlar a inflação.

“Esse aumento do combustível foi muito inteligente da parte do governo, em querer o controle da inflação, porque ele reduziu o percentual da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), tanto na gasolina, como no óleo diesel, e isso refletiu em percentual menor de aumento”, considera.
Fiscalização

O ministro de minas e energia, Edison Lobão, garantiu nesta sexta-feira que o aumento dos combustíveis nas refinarias não será repassado aos consumidores. “Já ficou decidido que haverá uma compensação na Cide no caso da gasolina, e, sobre o diesel, a diferença será pequena em relação ao aumento do petróleo no mercado internacional”, garante o ministro.

Segundo Lobão, haverá uma fiscalização intensa do governo para que os postos não repassem o aumento. “O governo estará muito atento, estabeleceu um teto de aumento e não pode passar disso. Os órgãos de governo estarão fiscalizando permanentemente e esse risco não haverá para o consumidor”, garantiu.