#ParaTodosVerem Na foto, um ovo
- Foto: Marcello Júnior | Agência Brasil | Divulgação

O primeiro semestre de 2022 marcou a mudança no perfil do carrinho de compras dos consumidores brasileiros nos supermercados. Com a alta de preços, o momento foi de uma maior procura pelos produtos substitutos. Ovos, linguiça e frango apresentaram um aumento de presença na lista de compras, em relação ao mesmo período de 2021. Esses itens ocupam agora o espaço anteriormente destinado à carne vermelha, com consumo mais restritivo por conta do aumento de preços provocados pelo câmbio e pela inflação. Os dados são de um levantamento da consultoria Horus feito para a CNN a partir de uma base de dados com cerca de 500 milhões de notas fiscais.

Os ovos foram o item com maior crescimento de procura: 1,2 ponto percentual, e estão presentes em 5,7% das compras – mesmo com alta no preço médio unitário, que passou de R$ 0,49 para R$ 0,54. O levantamento mostra ainda que o frango avançou meio ponto percentual e é a proteína mais presente nas listas de compras, com 10,8% de frequência. A demanda por linguiça apresentou alta de 0,7 ponto percentual. O embutido foi encontrado em 5,8% das notas fiscais. A cesta de proteínas constatou ainda aumento de compras de carne suína e mortadela.

Manobra para enganar a fome
O levantamento da Horus aponta ainda o aumento de consumo de biscoitos, snacks, salgadinhos e refrigerantes no mesmo período. Entre eles, os biscoitos, itens mais presentes, foram também os que apresentaram maior crescimento. Com alta de 0,9 ponto percentual, alcançaram presença em 19,6% das compras. Já snacks e salgadinhos subiram 0,8 ponto percentual e estão em 7,9% cupons. A pesquisa aponta que esses itens são considerados, em situações normais, de indulgência, e funcionam como recompensas que o consumidor se concede em momentos de dificuldades.

No entanto, em meio ao cenário de inflação e perda de poder de compra, e à redução dos salários iniciais daqueles que recuperam seus empregos, o especialista aponta para outro fenômeno. “Há uma tendência de redução de consumo desses produtos, mas a demanda tem aumentado justamente nas faixas de renda mais baixa, o que nos leva a crer que essa seja uma opção para uso em substituição de proteínas, por consumidores que não estejam conseguindo comprar nem mesmo frango, linguiça, salsicha ou ovos.

Fonte: Horus via Associação Catarinense de Criadores de Suínos

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