O ano letivo na maioria das unidades escolares da rede estadual começa nesta quinta-feira (6). Cerca de 300 mil dos mais de 500 mil alunos retornam das férias escolares para a sala de aula neste dia. Para algumas cidades do Estado, as aulas iniciaram nesta quarta-feira, como nas coordenadorias regionais de Jaraguá do Sul, Canoinhas, Lages, São Joaquim, Campos Novos e Curitibanos. As Regionais de Araranguá, Chapecó, Criciúma, Dionísio Cerqueira, Itapiranga, Maravilha, Palmitos, Rio do Sul, São Miguel do Oeste, São Lourenço do Oeste e Taió têm o começo das aulas marcado para a próxima segunda-feira (10).

Na região, mais de 40 mil estudantes de 70 instituições retomam às atividades educacionais. Apesar da volta às aulas ser comemorada, alunos, pais e professores de algumas unidades e estão com problemas estruturais, como climatizadores que não funcionam e rede elétrica que não suporta nem ventiladores e muito menos ar-condicionado como é o caso da Escola de Educação Básica Tereza Martins Brito, em Capivari de Baixo. Responsáveis também reclamam da fata de ônibus, já que o Estado fornecerá transporte-público para discentes que moram há mais de três quilômetros da instituição de ensino e de acordo com representantes da Secretaria de Educação do Estado (SED), nenhuma escola do município se enquadra nesta situação.

O ano letivo deverá se encerrar no dia 16 de dezembro, caso não ocorra nenhuma situação adversa. O recesso escolar será entre 20 de julho e 2 de agosto. É obrigatório o cumprimento à legislação, que determina o mínimo de 200 dias letivos e 800 horas-aula, com exceção das escolas que aderiram ao Novo Ensino Médio, que devem cumprir no mínimo 1000 horas-aula de atividades. Nesta semana, enquanto os estudantes se organizam para o início do ano letivo, as escolas estaduais promovem a Formação Continuada de Professores da Educação Básica da rede.

Segundo o secretário de Estado da Educação, Natalino Uggioni, o calendário foi constituído de forma participativa, com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime-SC) e a Federação Catarinense dos Municípios (Fecam). “A escolha das datas partiu de uma estreita sintonia entre o Estado e os municípios, porque algumas ações, como o transporte escolar dos alunos, atendem em conjunto às redes municipais e estadual de Ensino. Neste calendário, regiões que começam no dia 5 têm três dias de flexibilidade durante o ano, enquanto as escolas que começam no dia 6 têm dois dias, que são previstos para reposição de aulas”, explica.