Amanda Menger
Tubarão

Quando ocorre uma emergência, muitas pessoas não sabem a quem recorrer: se ao Corpo de Bombeiros ou ao Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu). Resolver essa dúvida da população e otimizar o trabalho é uma das recomendações feitas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) às secretarias estaduais de saúde e segurança pública.

Nas 30 irregularidades encontradas na auditoria feita no Samu, o TCE observou que o Corpo de Bombeiros descumpre a portaria 2.048/2002 do Ministério da Saúde. Segundo o tribunal, todos os pedidos de socorro médico efetuados aos bombeiros e à Polícia Militar devem ser transmitidos à Central de Regulação do Samu, para que possam ser atendidos por um médico.

Porém, o próprio tribunal constatou que o manual de “Procedimento Operacional Padrão” do Corpo de Bombeiros orienta seus profissionais a não receberem ordens de médico regulador do Samu. “Esta é uma questão que precisaremos discutir. O Samu não veio para roubar o espaço de ninguém. Dos nossos atendimentos, apenas 13% são de trauma, o restante são clínicos. Nem sempre a pessoa precisa ser levada ao hospital. A regulação também significa dizer não”, afirma a coordenadora estadual do Samu, Cristina Pires.

Segundo ela, não há problemas entre Samu e Bombeiros. “Não temos nada contra ninguém. O que pode ocorrer são problemas individuais entre bombeiros e integrantes do Samu. Esta questão do atendimento e da regulação é delicada e precisa ser discutida com atenção”, observa a coordenadora.

Tribunal de Contas do Estado
encontra 30 irregularidades

Até o dia 10 do próximo mês, as secretarias estaduais de segurança pública e de saúde deverão apresentar ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), um plano de ação para corrigir as irregularidades encontradas no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Os problemas foram constatados em uma auditoria realizada pelo TCE com todas as unidades do Samu no estado, entre maio e julho do ano passado.
Entre os problemas está a falta de profissionais, de integração entre Corpo de Bombeiros e Samu e duplicidade nos atendimentos entras as duas agências. Esta situação poderá ser resolvida pela implantação das Centrais de Emergência.

O TCE também recomendou ao Samu que grave todas as ligações feitas à central. A intenção é reduzir o número de trotes. “O TCE constatou que 32% das ligações eram trotes. Desde que a auditoria foi feita, reduzimos este índice através de campanhas educativas. Ainda temos dificuldades para localizar os números de telefones, mas sempre que possível registramos o boletim de ocorrência”, afirma a coordenadora estadual do Samu, Cristina Pires