Karen Novochadlo
Tubarão
 
Ainda não há data para a realização da audiência de instrução, que reunirá testemunhas de defesa e acusação, relacionadas ao caso da morte do menino Pedro Henrique Ayala, 3 anos. A criança morreu no ano passado, após receber uma injeção, durante uma internação no Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão.
 
São acusadas pela morte a enfermeira e a estudante de técnico em enfermagem responsáveis pela aplicação do medicamento. Elas responderão a um processo por homicídio culposo, por negligência e imperícia.
 
De acordo com o juiz Elleston Lissandro Canali, da vara criminal, a audiência só poderá ocorrer a partir de fevereiro de 2012. Isto se deve a dois motivos: não há mais dias livres para que este ano e o recesso da perícia.
 
As rés já apresentaram a defesa por escrito, como exige a lei.  A denúncia do crime foi feita pelo promotor Álvaro Pereira Oliveira Melo. E o inquérito sobre a morte do menino foi conduzido pelo delegado Jair Tártari. Para este tipo de crime, a pena é de um a três anos de prisão, e pode ser aumentada em um terço se for resultado de negligência.
 
Relembre o caso
O menino Pedro Henrique Ayala, 3 anos, morreu após receber uma injeção, no dia 9 de novembro do ano passado. No mesmo dia, a criança foi atendida pelo clínico-geral de plantão do Hospital Nossa Senhora da Conceição e recebeu soro. O pediatra o atendeu assim que chegou ao hospital, por volta das 13h30min. Pedro tinha um quadro de gastroenterite aguda, uma virose. Estava desidratado e com dores abdominais. Optou-se pela internação. Foi receitado 1,2 ml de Zofran, o último medicamento que Pedro recebeu. Este remédio, segundo o médico, era para ser aplicado em seguida. Contudo, foi fornecido após as 20 horas.