Uma familiar de um dos dois atiradores do massacre de Suzano, cidade da grande São Paulo, afirmou à polícia que ele havia dito a parentes que provocaria um atentado e que todo mundo ficaria sabendo. A mulher é parente próxima da esposa do tio que foi morto pelo adolescente antes de ele se dirigir à escola Professor Raul Brasil. Ela relatou que não conheceu o adolescente, mas explicou que ouviu a ameaça de outros membros da família. 

O adolescente de 17 anos foi um dos dois autores do atentado, que envolveu explosivos, armas, besta e flechas, e deixou dez mortos na escola estadual Raul Brasil. Nesta terça-feira, outro jovem foi apreendido sob suspeita de ser mentor do crime. O depoimento de uma professora e mensagens em seu aparelho embasam a internação do novo suspeito, pedida pela polícia e pelo Ministério Público e autorizadas pela Justiça. 

A docente afirmou que não estava na escola e nem mesmo chegou a ir até lá no dia do crime. Ela explicou que foi direto para a Santa Casa de Suzano, onde o tio de um dos atiradores estava internado logo depois de ser baleado. Posteriormene, a mulher relatou que ouviu alguém comentar que Jorge Antonio de Moraes tinha sido jurado de morte.