Wagner da Silva
Braço do Norte

Nenhum representante dos departamentos jurídico e contábil das prefeituras da região do Vale do Braço do Norte compareceu à reunião que definiria o futuro da Associação Anselmo Tramontin (Astra), em Braço do Norte. A entidade trata adolescentes com dependência química e psíquica e passa por uma situação crítica.
O encontro estava previsto para ocorrer na sede da Amurel, em Tubarão, às 14 horas desta sexta-feira. Porém, o presidente da entidade, Aron Voss Uliano, esperou os convidados por mais de uma hora e ninguém apareceu. Segundo o diretor administrativo da Astra, Rafael Cordioli, foram realizadas duas reuniões. A primeira com os prefeitos de Braço do Norte, Grão-Pará, Gravatal, Rio Fortuna, Santa Rosa de Lima, São Ludgero e Armazém.

O outro encontro foi feito com os secretários de saúde destes mesmos municípios. “Apresentamos um projeto de convênio, onde mensalmente os municípios fariam o repasse. Eles solicitaram um enxugamento nos valores”, lembra Cordioli.
Porém, com a necessidade de manter o local aberto 24 horas e uma equipe de 20 profissionais – entre psicólogos, psiquiatras, enfermeiros e técnicos em enfermagem – Aron explica que com o valor reduzido, alguns projetos não poderão ser executados. “De tudo que recebemos, 80% é consumido pela equipe de especialistas. Todos são necessários. Ainda assim, estamos dispostos a aceitar menos. Não é ideal, já que o nível de atendimento fica comprometido”, explica Aron.

O presidente saiu da Amurel nesta sexta-feira e acionou o Ministério Público (MP). Conforme Aron, apenas Braço do Norte e Armazém continuam a apoiar a entidade. As outras duas cidades, ambas fora do Vale do Braço do Norte, serão acionados judicialmente para quitar dívidas com a entidade.

Suspensão
Desde o fim do último mês, todas as atividades da Astra foram suspensas. Os funcionários estão todos em férias coletivas. Há apenas uma pessoa para cuidar do local.