O presidente do SEEBTR, Armando Machado Filho, anuncia a greve dos trabalhadores para a próxima terça-feira.
O presidente do SEEBTR, Armando Machado Filho, anuncia a greve dos trabalhadores para a próxima terça-feira.

Zahyra Mattar
Tubarão

Trabalhadores e bancos ainda não chegaram a um acordo quanto à pauta econômica da categoria, referente à data-base deste ano, prorrogada até a sexta-feira da próxima semana.
Caso uma proposta melhor não seja apresentada, bancários de todo o país poderão iniciar o movimento de greve já na próxima terça-feira.

Um dia antes, na segunda, assembleias ocorrem em várias regiões, inclusive em Tubarão. Nesta semana, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) apresentou um índice de reajuste de 7,8%.
O percentual é 0,4% superior ao INPC (7,4%). “É um valor completamente irrisório. Não há reajuste real. Se não houver melhora neste índice, temos tudo para iniciar a greve”, antecipa o presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Tubarão e Região (SEEBTR), Armando Machado Filho.

O índice da Febraban diz respeito à iniciativa privada. Contudo, é a partir deste percentual que o setor público (Caixa Econômica Federal e Branco do Brasil) elaboram as suas propostas.
Este ano, os trabalhadores pleiteiam a participação nos lucros e resultados e reajuste de 5% mais o índice do INPC (com isso, chega a um total de 12,4%).
No ano passado, a greve dos bancários durou 12 dias, mas foi mais forte do que em anos anteriores porque os trabalhadores da rede privada também paralisaram.

Correios: não há previsão para a retomada das negociações

A greve dos trabalhadores dos Correios segue sem previsão de novas rodadas de negociação. Desde que a paralisação começou, na quarta-feira da semana passada, a empresa não apresentou contraproposta aos funcionários. A categoria reivindica aumento salarial de R$ 400,00, reajuste do vale-refeição e do vale-alimentação, piso salarial de R$ 1.635,00 e reposição da inflação de 7,16%.
Conforme dados dos Correios, um contingente de aproximadamente 40% dos empregados parou. Já o Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos e Similares de Santa Catarina (Sintect-SC) afirma que o movimento atinge 60% da categoria.

Na região, a greve ocorre em duas cidades. Em Tubarão, 20 dos 50 funcionários seguem de braços cruzados. Em Laguna, seis (eram sete até terça-feira) dos 23 trabalhadores engrossam o movimento nacional. Em Santa Catarina, conforme nota dos Correios divulgada ontem, “não há carga parada ou retida e sim que são entregues com atraso”.
O sindicato rebate. Conforme os trabalhadores, apenas correspondências de urgência (como o sedex, por exemplo) são entregues. O restante estão paradas nos centros de distribuição. “Em Tubarão, devemos ter cerca de 70 mil correspondências simples (cartas e contas, por exemplo) paradas”, informa o coordenador do Sintect-SC na região de Tubarão, Márcio Martins.