Presidente revela que quer explicações do conselho quanto à realização de uma auditoria. Ele mostra documentos que comprovam fraudes
Presidente revela que quer explicações do conselho quanto à realização de uma auditoria. Ele mostra documentos que comprovam fraudes

 

Karen Novochadlo
Treze de Maio
 
Foi cancelada a assembleia que estava marcada para decidir sobre a permanência do presidente Ivanir Vitorassi à frente da Cooperativa Regional Sul de Eletrificação Rural (Coorsel), em Treze de Maio. 
 
No último dia 17, os membros do Conselho Administrativo da Coorsel tentaram realizar uma reunião extraordinária para convocar uma assembleia. Mas uma multidão impediu que o evento fosse realizado. Os integrantes então deslocaram-se para Orleans, onde realizaram o encontro e marcaram a assembleia. 
 
De acordo com Vitorassi, a reunião não teve valia porque foi realizada em um local diferente da convocação. Portanto, a data da assembleia não foi impressa na fatura de luz, como previsto. 
 
A reunião extraordinária foi convocada, segundo o conselho, porque Vitorassi não teria executado pelo menos 27 deliberações. O conselho tentou tirar o presidente, através de quatro ações na justiça, na comarca de Jaguaruna. O juiz deu ganho de causa a Vitorassi em todas.  
 
O presidente afirma que o conselho se virou contra ele após ele fazer uma investigação nas finanças da Coorsel e descobrir inúmeras irregularidades. Ele aponta que as compras foram superfaturadas entre 20% e 172% pela gestão anterior. E pede a realização de uma auditoria para apuração de fraudes. “Por que não querem fazer uma auditoria? Será alguma motivação política?”, questiona o presidente. 
 
O conselho explica que não há provas e o presidente diz que já apresentou ao conselho. A câmara de vereadores do município enviou um oficio, com assinatura de sete vereadores, para solicitar a auditoria.