No Brasil, 6,4 milhões de brasileiros com mais de 18 anos de idade convivem com a asma. Somando com crianças e adolescentes as estatísticas aumentam para 20 milhões, segundo dados do Ministério da Saúde.

De acordo com o órgão, aproximadamente 20% da população asmática brasileira enfrenta a patologia de forma grave e 5% dos casos está sem controle. O pneumologista do Centro Médico Unimed, Lars Thales Escobar, explica que a asma é uma doença que pode aparecer em qualquer idade, na infância, adolescência e em pessoas com idade superior a 60 anos.

Ela é caracterizada pela falta de ar geralmente desencadeada por gatilhos. Entre eles mudança de tempo, exposição a produtos químicos e alguns medicamentos como anti-inflamatórios esteroides e betabloqueadores.

O pneumologista orienta que, sempre que o paciente tiver um quadro de falta de ar assimilado a chiado no peito ou tosse seca, pode estar associado ao quadro da asma. Nesses casos é importante procurar um médico.

A asma não tem cura, mas é uma doença que pode variar muito. Escobar ressalta que o paciente pode passar anos sem ter uma crise de asma. Então, pode ser tratar com uma dose diária de medicamento uma ou duas vezes ao dia ou se pode tratar apenas com uma medicação como demanda, tendo duas crises por ano.

Neste caso utilizando a medicação só quando ocorrer crise. Segundo ele, a asma pode melhorar na adolescência e voltar aos 40, 60 anos.

 

Vida Normal

Hoje quase todo mundo tem um gatinho ou cachorrinho. Os pelos destes animais, além de perfumes e poeira, contribuem para agravar a situação do asmático e a chegada do frio também é problema?

O pneumologista responde que existem estes gatilhos que podem piorar o quadro de asma, como gatos, cachorros, passarinhos, porquinhos da índia, ramster e travesseiros de pelos de gansos.

O frio pode agravar muito mais, aliado à parte da atividade física. Mas o que preocupa mais a asma é a primavera. “Na região em que moramos, com muita influência do vento nordeste e com muita variação de temperatura, estes extremos acabam fazendo com que o paciente piore seu quadro clínico por esta variação e pelo aumento da poeira”, avalia.

Dr. Lars Escobar diz que, os exercícios físicos sempre são importantes porque acabam melhorando a condição cardiopulmonar do paciente. “Quando se tem um paciente com asma e que é bem treinado, quando tiver uma crise a resposta ao problema será bem melhor”, ressalta.

Lembra o exemplo do César Cielo, nadador olímpico que é asmático, mas é bem controlado e tratado. “O paciente com asma não deve deixar de fazer nada na sua vida diária. Claro que ele não deve trabalhar em ambiente poluído, num local com muito gatilho e que fique perpetuando o processo inflamatório. Mas ele pode levar uma vida normal”, conclui.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação

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