Tubarão

 
Neste sábado, a trágica enchente de 1974 completa 38 anos. Mesmo após quase quatro décadas, o pesquisador do Núcleo de Pesquisa em Desastres Naturais da Unisul (Nuped), professor Ismael Medeiros, analisa que Tubarão permanece completamente vulnerável em relação à ocorrência de tragédias semelhantes.
 
Para o especialista, nas últimas décadas nenhuma ação efetiva foi realizada na bacia do Rio Tubarão, a fim de reduzir os riscos de novas cheias. A última redragagem foi feita a quase 30 anos. “O poder público está omisso”, avalia Medeiros. 
 
Contudo, complementa o professor, ações exclusivamente físicas – como a de redragagem do rio – não resolvem todo o problema. Segundo Medeiros, as condições geográficas facilitam a ocorrência desse tipo de evento.
 
Não importa o que seja feito, uma enchente pode voltar a ocorrer. É preciso, portanto, minimizar o impacto das grandes cheias. “E isso é urgente na cidade”, opina.
 
Nesta sexta-feira, no Seminário 38 anos da enchente de 1974 – Memória, Prevenção e Reação Eficiente, ocorrido na Amurel, o debate mostrou justamente a necessidade do município estar preparado para  se antecipar em relação a este tipo de evento natural.