Priscila Alano
Tubarão

A retirada de algumas árvores da beira-rio de Tubarão é uma necessidade há anos. Muitos galhos já caíram sobre carros e chegaram a impedir o tráfego. Felizmente, não há registro de feridos gravemente. Mas acidentes de proporção maior podem acontecer.

Na ponte Heriberto Hülse, no centro da cidade, uma árvore já caiu no rio e outra declina sobre a ponte, com atingir os pedestres. Conforme o diretor da Defesa Civil de Tubarão, José Luiz Tancredo, cerca de 50 árvores precisam ser retiradas da calha do rio.

O problema é que os órgãos ambientais colocam muitas imposições para autorizar o corte e a retirada. “Para tirar qualquer árvore, é necessário autorização. Ainda não concluímos o levantamento de quantas plantas precisam ser suprimidas da calha do rio”, informa Tancredo.

O secretário de planejamento da prefeitura, Edvan Nunes, lembra que, em 2004, foram mapeadas 980 plantas que precisam ser retiradas das margens, porém, apenas 280 foram suprimidas, por estarem em locais de risco. “Hoje, não há projetos para retirar as plantas que estão na calha do rio. Enfrentamos uma batalha judicial em anos anteriores por não ter a licença do Ibama”, explica Edvan.

Projeto não foi concluído

O projeto de urbanização e revitalização das margens do rio Tubarão, apresentado pela arquiteta Andrea Guglielmi alguns anos atrás, incluía melhorias na iluminação e pequenas ilhas de diversão, como mirante, área para terceira idade, parquinhos para crianças e para prática de esportes. Porém, não foi concluído. Um dos empecilhos foi justamente a dificuldade para cortar árvores.

“O tipo das árvores e a quantidade não é adequada para estar nas margens. A calha do rio precisa estar livre, é uma questão de segurança”, explica a arquiteta. E lembra que todo o projeto foi pensado de forma que preservasse o meio ambiente. “Os órgãos ambientais estão presos às leis, e esquecem de proporcionar qualidade de vida para a população”, destaca Andrea.