#Pracegover foto? na imagem há um homem de terno, gravata e máscara. Há também um microfone
#Pracegover foto? na imagem há um homem de terno, gravata e máscara. Há também um microfone

Pressionado por líderes partidários, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), decidiu fazer um pronunciamento após as manifestações de 7 de Setembro, bem como a participação do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), nos atos em São Paulo e em Brasília. Lira chegou à Casa por volta das 12h40 desta quarta-feira (8/9), mas iniciou seu discurso somente às 13h30, após dialogar com interlocutores.

“Os poderes têm delimitações. O tal quadrado deve circunscrever o seu raio de atuação. Isso define respeito e harmonia”, começou Lira para, em seguida, afirmar que “não pode admitir questionamentos sobre decisões tomadas e superadas como a do voto impresso. Uma vez definida, vira-se a página”.

O discurso de Bolsonaro na Avenida Paulista causou incômodo, inclusive na ala governista. O principal ponto foi a insistência em defender o voto impresso, mesmo depois de a Câmara ter arquivado a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propunha a reforma eleitoral com o tema em questão.

Depois da rejeição do texto em comissão, Lira levou a PEC ao Plenário, como forma de botar um ponto final na questão. O acordo interno era de que Bolsonaro viraria a página sobre o voto impresso caso a proposta não passasse no Congresso. Diferentemente do combinado, o chefe do Executivo voltou a pautar o tema em discurso a apoiadores.

Lira aproveitou o pronunciamento para voltar a defender o processo eleitoral eletrônico. “O nosso compromisso é 3 de outubro de 2022. Com as urnas eletrônicas, com sigilo e segurança, que povo expressa sua soberania.”

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Fonte: Correio do Povo