Rio Fortuna

Um equipamento GPR (sigla, em inglês para radar de penetração no solo) é a nova arma do Grupo de Pesquisa em Educação Patrimonial e Arqueologia (Grupep-Arqueologia) da Unisul de Tubarão para buscar possíveis estruturas subterrâneas – desde uma raiz de árvore até um pedaço de antiga construção ou vestígios de fogueiras, por exemplo.

“São informações importantes que podem nos ajudar a recontar a ocupação da região. Com o GPR, poderemos direcionar nossas escavações com maior precisão”, observa a arqueóloga Deisi Scunderlick Eloy de Farias, coordenadora do Grupep.
O equipamento, à disposição dos pesquisadores da Unisul mediante convênio mantido com a Universidade de São Paulo (USP), será usado nos sítios arqueológicos de Rio Fortuna e Laguna. Na cidade do Vale, o GPR é usado para escanear as imediações do sítio RF-11, cujas escavações são feitas há alguns anos pelo Grupep. Vestígios de fogueiras já foram encontrados.

Agora, os pesquisadores querem saber se há indícios de ocupação humana ao redor para obter mais informações sobre os costumes de seus habitantes. Em Laguna, as pesquisas foram feitas nas imediações da Casa de Anita. Os estudos históricos feitos neste ponto indicam que a estrutura da época era diferente da atual, com mais uma casa e também um muro.

O outro ponto pesquisado em Laguna é o Memorial Tordesilhas, no local em que estava localizada a primeira usina de produção de energia da região. Estudos preliminares indicam a existência de um duto que ligava a usina à lagoa. O início desse cano é conhecido. O que os arqueólogos querem descobrir é o trajeto feito até a lagoa.

O que é?
O GPR possibilita que, da superfície, os técnicos identifiquem diferenças na subsuperfície, as chamadas anomalias, as quais indicam que naquele ponto pode ter havido uma intervenção humana. Isso porque o solo, através de anos e séculos, recebem várias camadas de resíduos. E cada uma delas pode conservar, às vezes, vestígios importantes de determinada época.