67 armadilhas continuam são monitoradas em sete pontos estratégicos de São Ludgero. Foto: Prefeitura de São Ludgero/Bertoldo Weber/Divulgação/Notisul.
67 armadilhas continuam são monitoradas em sete pontos estratégicos de São Ludgero. Foto: Prefeitura de São Ludgero/Bertoldo Weber/Divulgação/Notisul.

São Ludgero

Com a chegada do verão, a preocupação com a proliferação do mosquito transmissor da dengue aumenta. Atentos ao fato, São Ludgero continua com o combate preventivo mesmo durante o recesso municipal – de 23 de dezembro a 1° de janeiro. O monitoramento das 63 armadilhas e sete pontos estratégicos continua.

O fiscal da vigilância sanitária da prefeitura, Gilson Martins, informa que é o segundo ano consecutivo que o município segue com os trabalhos no recesso. “O processo de desativar e ativar representa 20 dias sem armadilhas funcionando na cidade, e o poder público entende que é um risco muito alto”, alerta.

O trabalho é realizado pela agente de endemias Creizi Camargo da Cruz. Ela revela que atualmente existem dois locais, um no bairro Parque das Acácias e outro no bairro Santo Antônio, que foram encontrados focos e que recebem vistorias frequentes em um raio de 300 metros. “Tudo é vistoriado, ou seja, casas, empresas e terrenos baldios”, explica Creizi.

A secretária da saúde e promoção social, Nilva Schlickmann Pickler, lembra que combater o mosquito Aedes aegypti – que transmite a Dengue, o Zika Vírus, Chikungunya e Febre Amarela – é responsabilidade de todos. “O poder público de São Ludgero faz a sua parte para evitar a proliferação do mosquito, e as famílias também devem agir e não deixar água parada em suas residências e estabelecimentos comerciais. É bom lembrar que o mosquito não entra em recesso e nem pega férias”, enfatiza.

Estado registra aumento de 18% nos casos de dengue
O balanço parcial divulgado na última semana pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina aponta que foram confirmados 3.995 casos de dengue autóctones, ou seja, com transmissão dentro do Estado, entre janeiro e 17 de dezembro deste ano.

Em 2015, neste mesmo período, foram registrados 3.279 casos autóctones, representando um aumento de 18%. Desses, 2.441 (61,1%) foram confirmados em Pinhalzinho, no Oeste catarinense. Além de Pinhalzinho, os outros sete municípios que apresentaram níveis de transmissão epidêmicos, todos na região Oeste, são: Serra Alta, Bom Jesus, Coronel Freitas, Descanso, Modelo, Chapecó e União do Oeste.