Zahyra Mattar
Tubarão

A licitação da Arena Multiuso de Tubarão dificilmente será concretizada neste mês. Com isso, é possível que o convênio firmado no dia 3 de julho com o estado seja rompido. Pelo acordo, as obras precisam iniciar no próximo mês.
Contudo, sob a alegação de falhas graves no projeto e exigências acima do necessário no edital, a Construtora Camilo e Ghisi deve entrar hoje com o pedido de cancelamento.

No fim do mês passado, as cinco participantes – Planen (Tubarão), Progredior (São Paulo), Camilo e Ghisi (Tubarão), Construtora Viseu (Joinville) e Engetom (Turvo) – apresentaram justificativas contrárias, umas contras as outras. Com isso, novo prazo de recurso foi aberto.

Ainda que três delas – Construtora Viseu, Progredior e Engetom – tenham apresentado novas argumentações, o pedido de cancelamento deverá pôr fim na disputa considerada desleal pelo sócio-proprietário da Camilo e Ghisi e presidente do Sindicato da Construção Civil (Sinduscon) de Tubarão, Silvio Ghisi.

“O edital foi feito para poucos empresas participarem. Nossa intenção não é prejudicar as concorrentes, muito menos a prefeitura. Queremos apenas um processo justo. Além disso, o projeto apresentado é incompleto, não há, por exemplo, referência quanto à estrutura metálica. Na verdade, faltam muitos detalhes importantes para qualquer empresa formular um orçamento honesto”, considera Silvio.

Convênio por um fio
A obra é orçada em R$ 14.339.036,00 – R$ 6 milhões do estado e R$ 8.339.036,00 de contrapartida do município. A parte do estado será repassada em 12 parcelas de R$ 500 mil. Para este ano, estão asseguradas duas parcelas. Isto, se as obras começarem até novembro. O estado precisa, para este ano, de pelo menos uma medição para efetuar o repasse. A primeira está marcada para novembro, mas somente será liberada se a prefeitura apresentar pelo menos a medição da obra. O restante do investimento estadual (R$ 5 milhões) está garantido no orçamento do próximo ano.