Os guardas municipais continuam a atuar na fiscalização do trânsito na área central da cidade. O estacionamento rotativo segue inoperante.
Os guardas municipais continuam a atuar na fiscalização do trânsito na área central da cidade. O estacionamento rotativo segue inoperante.

Carolina Carradore
Tubarão

Depois de três meses sem estacionamento rotativo em Tubarão, enfim a situação será definida, hoje. Pelo menos esta é a expectativa do prefeito Manoel Bertoncini (PSDB), que estuda três alternativas para reativar a Área Azul.

O prazo de suspensão de serviço da Caiuá Assessoria e Planejamento, empresa até então responsável pela fiscalização do sistema, chegou ao fim. Cabe agora à prefeitura rescindir o contrato com a empresa e definir como ficará a organização do estacionamento na região central da cidade.

Uma das alternativas seria utilizar serviços da própria prefeitura para tocar o trabalho. Bertoncini não descarta a possibilidade de terceirizar os serviços da Área Azul ou até contratar alguma entidade da cidade.

O prefeito não revela o valor que a prefeitura oferecerá hoje para a recisão do contrato com a Caiuá. Se não houver acordo entre as duas partes, o caso pode parar na justiça. “Estamos dispostos a entrar em acordo com a prefeitura e escutar o que eles têm a nos oferecer para evitar que busquemos a diferença na justiça”, enfatiza Luiz Henrique Lima, assessor jurídico da Caiuá.

Entenda o caso
Em fevereiro deste ano, o juiz Júlio César Knoll suspendeu a fiscalização da Área Azul por parte da Caiuá Consultoria e Assessoria. A decisão ocorreu após o pedido de liminar formulado pelo Ministério Público, através de uma ação civil pública em desfavor do município de Tubarão e da empresa.

Na época, tanto a administração municipal como a empresa estavam impedidos de emitir os “avisos de irregularidades”, elaborados pelas monitoras do estacionamento rotativo quando os motoristas excediam o tempo-limite permitido para cada vaga.