Carolina Carradore
Tubarão

Apesar do projeto de lei que autoriza a prefeitura de Tubarão a encampar os serviços do estacionamento rotativo na cidade estar aprovado, ainda deverá demorar – e pelo visto muito tempo – para que o sistema volte a operar.
Para isso ocorrer, o prefeito Manoel Bertoncini (PSDB) precisa sancionar a lei e, depois disso, acertar as contas com a Caiuá, empresa responsável pela fiscalização do serviço na cidade até fevereiro deste ano.

A Caiuá até que tentou resolver a situação. O gerente da empresa, Hélio Mizubuti, reuniu-se com o secretário de segurança e trânsito Antônio Bittencourt, e com a procuradora do município Letícia Bianchini, na última semana. A meta era voltar para Joinville, onde fica a sede da Caiuá, com o contrato rescindido, fato que não foi possível, pois a lei ainda não está sancionada.

Além disso, a prefeitura estipulou o valor máximo de R$ 54.858,94 para quebrar o contrato com a empresa. Na reunião com o gerente, documentos que detalham esse valor não foram apresentados. “Garantiram-me que irão enviar a documentação o mais breve possível, mas diante da situação, não foi possível rescindir o contrato”, afirma Hélio.

O gerente já antecipou ao Notisul que aceitará o valor oferecido pela prefeitura, mas não descarta uma possível ação judicial a fim de discutir a indenização. “Não queremos prejudicar a prefeitura, Tanto que aceitei os termos, mas também preciso pensar na empresa. Investimentos muito em Tubarão”, considera Hélio.

Lei deve ser sancionada
esta semana, prevê secretário

O secretário de segurança e trânsito da prefeitura de Tubarão, Antônio Bittencourt, acredita que a lei que autoriza a prefeitura a encampar a fiscalização do estacionamento rotativo será sancionada esta semana pelo prefeito Manoel Bertoncini (PSDB).

Quanto a rescisão do contrato com a Caiuá, empresa que provia o sistema de Área Azul até fevereiro deste ano em Tubarão, Toni acredita que a situação estará solucionada em 15 dias. “Neste meio tempo, estudamos o modelo de estacionamento que iremos implantar. Provavelmente, o esquema de parquímetro permanecerá, só que de forma mais moderna”, antecipa o secretário.