Carolina Carradore
Tubarão

A novela que gira em torno do estacionamento rotativo de Tubarão ganhou mais um capítulo. O prazo de suspensão dos trabalhos da Caiuá Assessoria e Planejamento, empresa responsável pela Área Azul, expirava hoje, mas a prefeitura resolveu prorrogar por mais 30 dias.

A justificativa, segundo o presidente da câmara de vereadores, João Batista de Andrade, é a falta de uma nova lei que autoriza a prefeitura a encampar os serviços do estacionamento rotativo. O projeto de lei deve ser encaminhado à câmara em breve.

“Só depois da lei aprovada pelo legislativo que poderemos iniciar o processo de implantação da Área Azul”, explica Batista. Antes disso, o município ainda tem que acertar as contas com a Caiuá. Segundo Batista, a empresa quer uma indenização avaliada em mais de R$ 200 mil, incluindo o lucro cessante. Porém, a prefeitura entra com uma proposta de indenização de R$ 50 mil, valor calculado dos investimentos feitos pela empresa na cidade com placas e sinalização.

Esclarecimento

No mês passado, o secretário de segurança e trânsito, Antônio Bittencourt, informou ao Notisul que o estacionamento rotativo em Tubarão voltaria a funcionar hoje. Fato que, segundo ele, não ocorreu devido à prorrogação do prazo de suspensão com a Caiuá.

Entenda o caso

Em fevereiro deste ano, o juiz Júlio César Knoll suspendeu a fiscalização da Área Azul por parte da Caiuá Consultoria e Assessoria. A suspensão ocorreu após o pedido de liminar formulado pelo Ministério Público, através de uma ação civil pública em desfavor do município de Tubarão e da empresa. Na época, tanto o município como a empresa estavam impedidos de emitir os “avisos de irregularidades”, elaborados pelas monitoras do estacionamento rotativo.