Amanda Menger
Tubarão

Ao abrir o portão da casa, na rua Nilo Pinto Sobrinho, no bairro Fábio Silva, a aposentada Maria das Dores Alves Silveira, a Dorsa, não aguenta a emoção. Ao observar o pouco que sobrou da residência de madeira que pegou fogo domingo à noite, ela chora e é abraçada pelas amigas. “É triste ver tudo queimado, o resultado de uma vida inteira de trabalho. Foi tudo muito rápido, em menos de 15 minutos as chamas consumiram móveis, eletrodomésticos e roupas”, conta Dorsa.

Por volta das 22h30min, quando a energia retornou, após o temporal, os vizinhos viram faíscas nos fios da rede elétrica. “Os vizinhos falaram que começou a sair faíscas e, em seguida, houve um barulho e a casa começou a pegar fogo. Se ela estivesse em casa dormindo não teria dado tempo de sair. Estamos assustados com o que ocorreu”, relata a comerciante Roseli Meneguel.

Na hora do incêndio, Dorsa estava em um baile e foi avisada por uma cunhada. “Na hora que eu cheguei, os bombeiros já tinham controlado o fogo, mas não deu para salvar nada. Fiquei só com a roupa do corpo. Estou na casa da minha filha e usando roupas de conhecidos”, afirma Dorsa. Antes de ir à festa, a aposentada desligou todos os aparelhos elétricos. “Só deixei a lâmpada da cozinha acesa. A sorte é que os botijões de gás ficam na rua, porque poderiam ter explodido e talvez até atingido os vizinhos”, observa.

A secretária de assistência social da prefeitura, Vera Stüpp, visitou Dorsa ontem. “Ajudaremos como for possível e pedimos a colaboração da comunidado. Encaminharemos o caso para a Defesa Civil do município para que conste no relatório que será enviado ao estado. Ela terá atendimento psicológico da prefeitura também”, afirma Vera.

Celesc
Como a possível causa do incêndio tenha sido a rede de energia da Celesc, o caso será analisado por técnicos da estatal. “Ela precisa abrir um processo por danos na loja de atendimento da Celesc, informar o horário e o que ocorreu. Um técnico irá ao local para vistoriar a residência e se for constatado que o problema foi causado pela estatal, ela será indenizada”, relata o gerente comercial da Celesc de Tubarão, Pedro Paulo de Souza.

Ajuda
Quem quiser colaborar com doações de roupas, materiais de construção e utensílios domésticos pode entrar em contato com Roseli, pelos telefones: 3622-357 e 9956-4243.