“Foi aos pulos de comemoração, gritando nós conseguimos, que o pai de Vitória, Joel Cavanholi, chegou à casa da família, em Orleans, na tarde dessa sexta-feira”. Assim, o Jornal A Tribuna de 23 de novembro de 2013 registrava, com alegria, a superação da menina Vitória Rossetti Cavanholi, então de um ano e sete meses. Internada desde o nascimento, era naquele dia que ela, após um complicado transplante cardíaco, voltava para casa.

Mas o destino foi cruel e, em um recado seco e carregado de emoção, a mãe Deise Rossetti registrou, na noite de sábado (9), o triste fim da história. “Vitória acabou de falecer. Teve uma parada cardíaca. Dor maior do mundo”. A criança, às vésperas de completar sete anos, partiu. 

Voltando à emoção vivida pela família quando da chegada da criança após os 480 dias de internação e a cirurgia em São Paulo, a reportagem de A Tribuna lembrava ainda que “a família, de Orleans, foi recepcionada pelos familiares na via que dá acesso ao município, com muita festa e emoção”. Havia até outdoors às margens da SC-108 na recepção à criança.

Vitória portava a Síndrome do Ventrículo Esquerdo, problema que prejudicava o desenvolvimento de parte do coração e atinge um em cada 5 mil bebês. A matéria de A Tribuna recordava, também, que durante a gestação de Deise médicos chegaram a aconselhar por um aborto, tamanha era a dificuldade de a menina superar a enfermidade. “A Vitória lutava por sua vida. Está sempre sorrindo”, disse, na ocasião da chegada da criança, a tia Maria Aparecida Cavanholi.

As despedidas foram marcadas por muita tristeza no domingo (11), no Cemitério de Orleans.