Lula respondeu a perguntas do juiz Sérgio Moro, da assistência de acusação, de procuradores do Ministério Público Federal e fez as alegações finais, em Curitiba

Curitiba/PR

O tão aguardado depoimento do ex-presidente terminou após cinco horas no início da noite desta quarta-feira (10). Lula é acusado de ter recebido propina da empreiteira OAS por meio das reformas de um apartamento triplex no Guarujá, litoral de São Paulo, e de um sítio em Atibaia, no interior do Estado.

O depoimento de Lula começou por volta das 14h15min. Usando uma gravata com as cores da bandeira do Brasil, o ex-presidente entrou no prédio da Justiça Federal acompanhado de seu advogado Cristiano Zanin. Manifestantes favoráveis e políticos aliados acompanharam Lula até o prédio. Entre os aliados que foram até Curitiba para apoiá-lo, está à ex-presidente Dilma Rousseff.

O depoimento de Lula, que não foi transmitido ao vivo e cujo teor ainda não foi divulgado, alterou a rotina de Curitiba. O ato ocorreu sob forte esquema de segurança na área externa do prédio. Cerca de três mil profissionais de segurança pública das esferas federal, estadual e municipal foram mobilizados. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Paraná, desse total, cerca de 1,7 mil são policiais militares que atuam em Curitiba.

Está prevista ainda para esta noite uma fala pública do ex-presidente, além de uma coletiva de imprensa com os advogados do petista.

Policiais reforçaram segurança do local

Durante todo o dia, centenas de policiais militares fizeram um bloqueio em um perímetro de 150 metros ao redor prédio da Justiça Federal. Agentes da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Federal cuidaram do isolamento do próprio prédio. Os profissionais também acompanharam os atos a favor e contrários a Lula e fizeram a escolta do carro do ex-presidente.

Manifestantes contra e a favor de Lula realizaram atos em pontos diferentes da capital paranaense. De acordo com o governo estadual, cerca de seis mil manifestantes que apoiam Lula foram para Curitiba para acompanhar o interrogatório.  Ao todo, foram 128 ônibus vindos de vários estados do país. Grupos contrários também foram para a cidade, mas a Polícia Militar informou que não recebeu notificações de ônibus fretados.