Por diversas vezes os familiares daqueles que sofrem com Apneia Obstrutiva do Sono pensavam que aquele que tem o transtorno estivesse morrendo. Sintomas como joelhos cambaleando, cansaço, denunciam sem piedade o esgotamento físico.

Pessoas que roncam e tem apneias acordam indispostas e com sensação de sono pouco reparador, o que resulta em episódios constantes de sonolência durante o dia. “A apneia obstrutiva do sono é uma alteração dos padrões normais da respiração durante o sono, ocorrendo episódios repetidos de hipopneia (obstrução parcial do fluxo respiratório) e/ou apneia (obstrução total do fluxo respiratório), resultantes de colapso das vias aéreas superiores”, explica a otorrinolaringologista da Clínica Provida, Dra Taise de Freitas Marcelino.

A profissional conta que as causas de apneia obstrutiva do sono são fatores obstrutivos em toda a extensão da via aérea superior, tais como desvios septais, hipertrofia amigdaliano, fraqueza da musculatura do palato mole, entre outros. Deve-se levar em consideração também fatores anatômicos da arcada dentária, como, por exemplo, a retrognatia. Existe também a possibilidade de as apneias terem origem central (neurológica).

Os principais sintomas são roncos noturnos, episódios de apneia presenciados por companheiro ou familiar, cansaço e sonolência diurnos, entre outros. É importante lembrar que o quadro pode aumentar a chance de eventos cardíacos e neurológicos, tais como infartos e derrames, constata a médica.

Estudos epidemiológicos demonstram que a apneia obstrutiva do sono tem uma prevalência elevada na população adulta, sendo que muitos casos não são diagnosticados. “Alguns fatores de risco são controláveis, tais como obesidade, ingestão de álcool, tabagismo e qualidade do sono. Outros fogem do nosso controle, como idade, sexo, fatores craniofaciais e fatores obstrutivos da via aérea”, pontua.

Sobre o ronco e a SAOS a profissional assegura que a abordagem e o tratamento da apneia obstrutiva do sono são multidiscilpilinar, sendo que um correto diagnóstico da causa resulta na indicação do melhor tratamento, que vai desde mudanças no estilo de vida, passando por cirurgias e até pelo uso de uma parelho chamado CPAP durante o sono. Ela também expõe que a apneia do sono aumenta a probabilidade de o paciente desenvolver doenças potencialmente letais. “Quando não diagnóstica é tratada de maneira adequada, a apneia obstrutiva do sono pode resultar em complicações cardiovasculares (tais como hipertensão arterial, hipertensão pulmonar e doença cardíaca isquêmica), complicações neurológicas e psicossociais (tais como alteração de memória e depressao)”, afirma.

Questionada sobre a avaliação da apneia do sono e de sua gravidade Taise menciona que ela é feita por meio de um exame chamado polissonografia. “Esse exame determina a quantidade de apneias que o paciente tem por hora de sono, bem como diversos fatores associados ao quadro. É um exame realizado no chamado laboratório do sono, sendo que o paciente passa a noite monitorado”, finaliza a profissional de medicina.

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