A presidente da Apae de Tubarão, Leila Saleh Goulart, anunciou na manhã desta sexta-feira (17), o rompimento com a empresa que administra o estacionamento rotativo na cidade ITB2, empresa de software de São Paulo.

De acordo com Leilah, houve uma série de fatores que não foram suficientes para o sucesso do modelo que a empresa tentou implantar em Tubarão.

Entre os comerciantes não houve um acerto com a empresa na forma da compra dos créditos a serem vendidos para os motoristas. Para ser parceiro eles tinham que adquirir um valor muitas vezes alto, sem sem saber se conseguiriam revender.

A falta de adesão dos motoristas ao aplicativo também foi um problema. Conforme Leilah, as pessoas não se habituaram e não conseguiam utilizar.

“Imaginamos que o aplicativo seria o carro-chefe do estacionamento rotativo na cidade, mas não foi. Quando entramos levamos um tempo para entender onde estavam as falhas passamos a modificar o processo colocando pontos fixos de cobrança, mas o problema estava no imite”, disse Leilah durante uma transmissão ao vivo no Instagram da Apae nesta sexta-feira.

A Apae assumiu o estacionamento em outubro de 2018 na condição de permissionária, tendo total autonomia para contratação de empresas e funcionários. Coube à prefeitura fazer a fiscalização. Parte do valor arrecadado com o estacionamento era repassado ao Fundo Municipal de Trânsito.

 

Os trabalhos vão continuar

De acordo com Leilah, o estacionamento rotativo em Tubarão não será afetado e os trabalhos seguem normalmente. Uma nova empresa será contratada em breve para dar continuidade à administração do sistema. “Estamos aguardando as propostas. O conselho da Apae irá definir o quantos antes”.

A presidente da Apae afirmou que houve demissões e garante que estes funcionários terão prioridade nas novas contratações.

Até o começo da quarentena eram 33 funcionários; 11 tiveram que ser dispensados já na primeira semana.

Nesta semana voltam 22 funcionários. E com o encerramento do contrato com a ITB2, serão demitidos 1 auxiliar administrativo e 4 supervisores.

Isso não significa que não haverá monitores nas ruas. Leilah diz que será em menos quantidade.

O aplicativo também continuará disponível, só até a contratação da nova empresa. As lojas parceiras vão continuar vendendo os créditos até acabar.

 

É um trabalho em conjunto

A live teve também teve a participação do prefeito Joares Ponticelli, procurador jurídico do município Marivaldo Bittencourt Júnior e do diretor executivo do CDL Felipe Nascimento, representando o presidente da entidade Rafael Silvério.

Ponticelli disse que o modelo de permissão da Apae para gerenciar o estacionamento rotativo da cidade é até hoje o mais assertivo. Já que na maioria dos municípios o processo é licitatório e sempre há uma burocracia que acaba atrasando o processo.

O prefeito informou que o jurídico já deu respaldo legal às mudanças que deverão ser feitas daqui para frente.

“O valor que antes era repassado ao Fundo Municipal de Trânsito ficará todo para a Apae que vai precisar muito neste momento. A prefeitura vai continuar fiscalizando da mesma forma”, Ponticelli.

Para Felipe, mesmo não dando certo em nível de ferramenta de gestão, o estacionamento rotativo na cidade cumpriu seu objetivo, criar espaço para as pessoas estacionarem os carros.

“Ferramenta de gestão não deu certo, a logística da venda dos créditos não deu certo. Mas queremos automatizar o sistema e isso leva um tempo de maturação”, disse.

Leilah finalizou a live dizendo que a empresa de São Paulo não se adaptou à cultura da cidade e impôs um sistema ineficiente. “Daqui para frene temos que repensar o estacionamento rotativo, ele é sinônimo de desenvolvimento para o município. Estamos analisando para que tenhamos um sistema funcional e harmônico para todos.